Voto nulo, omelete e faxina.

É certo que a politica brasileira se forma através de voto. E por isso, com todo esse clima de eleição, os debates socioeconômicos se tornam mais comentados do que alguns cantores de sertanejo, o que sabemos que foge do status normal do país. O fato é que temos que ser sinceros com a situação atual (que obviamente está longe de ser o cenário que consideramos perfeito) e temos que estar certos das formas de mudança. O problema talvez seja esse, as pessoas se esquecem que para organizar e limpar uma casa é necessário começar tirando o pó de tudo, infelizmente temos que tirar as coisas da sua ordem natural, limpá-las e só assim colocar as coisas limpas no lugar certo, ou simplesmente como se diz o velho ditado: “Para fazer o omelete, é necessário quebrar alguns ovos”.MANIFESTAÇAO CONTRA AUMENTO TARIFA

Quando eu disse que a politica brasileira se forma através de voto, não foi pelo lado democrático da coisa, e sim pelo lado podre e sujo da coisa. Votos que valem uma cesta básica ( sim, ainda há pessoas que vendem o voto dessa forma, mesmo sabendo sabendo que a cesta básica dura um mês, não quatro anos) e mandatos que valem milhões de reais em verbas desviadas (o que provavelmente, boa parte, serão para financiar novas campanhas milionárias, afinal, investir na em uma campanha eleitoral, é como comprar um bilhete de loteria já premiado, a diferença é que, o ganhador é que estipula o valor do premio).tem_tanta_coisa_errada_que_naocabe_em_um_cartaz2

E já é de conhecimento geral que a politica no país não funciona como se presa a constituição, promovendo justiça e igualdade, penso que a única solução seria: fazer um bom omelete. Como? Limpando a casa, organizando tudo do zero de forma clara e lucida. Levantando as cadeiras, batendo os tapetes e um bom pano com muito desinfetante no chão.Um Povo que elege corruptos

Talvez eu seja mesmo inocente de acreditar que a situação ainda pode mudar, que o sistema ainda pode cair, e que um dia, seremos iguais de braços dados ou não. Mas me perdoem, eu é que não perco meu tempo acreditando que o “menos pior” resolverá minha situação, afinal, quem sabe faz a hora não espera acontecer.sarra

Meu peito não é de silicone, sou mais macho que muito homem

Estava no bar esses dias, quando um amigo me contou um caso e junto com ele, uma lógica masculina infame! Para explicar a minha indignação, preciso que entenda primeiramente que, para alguns caras existem dois tipos de mulheres: as namoráveis que são as santas, que na sua maioria são virgens, quase não saem, quando saem chegam antes da do galo cantar, as vezes muito antes disso, não gostam de cerveja, não falam palavrões, não usam roupas vulgares e sua lista de ficantes se resume a uns 3 (o do primeiro beijo, o ex namorado de anos e o atual ), são prestativas, calmas e geralmente cozinham. E as inamoráveis, as impuras, que são as quais saem, não tem hora pra chegar, bebem bebem e bebem, não são nada virgens geralmente são ótimas de sexo, porque sua experiência é vasta, não têm neuras com roupas ou usam as mais justas e curtas possíveis, geralmente tem voz fina, própria para gemer e mas sua lista de ficantes se resume a 3 caras (porque o resto ela nem lembra), então resumindo: há as namoráveis para você apresentar para a família e as inamoráveis para você apresentar para o quarto.1

Confesso que levei um tempo para entender, e até pensei em qual das meninas eu seria, já que não uso roupas vulgares, mas adoro uma boa cerveja. Até saio, mas tem dias que eu prefiro ficar em casa vendo um filminho de comédia romântica, não tenho voz fina e comparando com as minhas amigas, eu até cozinho bem.  Mas assim que eu entendi a tal lógica me perguntei se porque quando o homem tem um relacionamento e pretende-se compartilhar tudo, porque não ter uma namorada expert em sexo? Afinal, de acordo com Maslow, sexo é necessidade básica, e já que vai dividir uma vida com a mulher, poque não dividir a vida com uma pessoa que vai te dar prazer físico e mental? Claro que eu não sou a favor de: “vamos transar com todos” mas sou a favor do: “a vida é minha e dela cuido eu”. Então eu acho que cada um escolhe quantos parceiros deve ter e em que hora deve ter. Afinal namoramos a pessoa ou os antigos parceiros dela? Nos relacionamos com pessoas pelo o que elas são ou pela sua lista de ex?5

Voltando ao assunto do bar, que era o seguinte: o cara estava ficando com uma “namorável” e claro realmente pensava em namorar ela, só que para manter a relação dos dois estável, ele se “aliviava” com as outras parceiras das quais considerava inamoráveis, mas ótimas na cama. Diante disso tudo,  fui revoltadíssima contestar e o  ser de sanidade questionável me disse: “Calma, sou homem, preciso de sexo!”6

Fica claro aqui que não tenho porte de arma, porque se eu tivesse uma arma na hora, eu já não poderia estar escrevendo esse texto, afinal ainda não se pode digitar em celas de prisão. E então, olhei bem pra ele e disse: ” Só para eu entender: é normal tratar super bem uma garota, mima-la, respeita-la porque ela é namorável, mas sai com as inamoráveis e transa adoidado com elas? ” e ele disse claramente: “Sim.” E eu fiquei ainda mais na duvida de qual tipo de mulher eu poderia me considerar, (de acordo com essa lógica infame, claro): a namorável chifruda ou a inamorável descartável.7

Só queria que alguém explicasse pra esse idiota, (e para todos os outros machistas) que mulher gosta de sexo tanto quanto homem, que não existe menina difícil e menina fácil, existe a menina que quer e a que não quer (claro que também existe a que finge que não quer, mas isso não vem ao caso) e que mulher não tem que se dar ao valor porra nenhuma. As pessoas que devem se dar ao valor, sejam elas de que sexo forem e de que opção sexual tiverem. Pessoas são pessoas, independente de terem seios ou não. Só queria que alguém explicasse, porque eu? Eu simplesmente levantei da mesa e sai.9648369819_8e52ccb172_o

Valorizando quem valoriza o produto

Já faz um tempo que estou querendo falar sobre a desvalorização dos “profissionais” de comunicação social. Que é uma coisa que tem me incomodado muito. Acontece que todo o serviço de mídia é desvalorizado, a arte no Brasil é totalmente desvalorizada, isso para qualquer  responsável  da área de comunicação que se possa pensar: os tatuadores da mídia alternativa, os atores e atrizes, redatores, publicitários, pintores, designers, escritores, fotógrafos… Acontece que todos precisamos deles, mas ninguém dá o devido valor, as vezes nem os próprios “profissionais” (sim coloquei a palavra profissionais com aspas pela segunda vez, porque me recuso a acreditar que um profissional que não valoriza o trabalho que tem e todo o conhecimento adquirido, pode ser considerado um profissional).

O engraçado é que quando vai fazer um casamento geralmente se gasta um absurdo com o vestido de noiva, que vai usar uma única vez na sua vida, gasta-se um outro absurdo com o buffet, que você vai comer uma única vez, agora o fotografo que vai tirar as fotos que você vai mostrar até para o seus futuros filhos? Ah! Esse cobra caro! O Designer que vai fazer os convites, esse cobra um absurdo por um pedaço de papel, pedaço esse que marcará sua história de vida. E o mais engraçado disso é que tem gente que se recusa a procurar um especialista, procura um amigo que é bom de Photoshop e faz alguma coisa em Corel pra fazer o convite. E então o amigo cobra, por exemplo, 80% (ou mais)  do que um perito que tem experiência e estudou para executar esse trabalho e tem gente que ainda acha que saiu lucrando! E eu não tenho palavras pra explicar toda a aversão que sinto sobre esse assunto. Não consigo pensar em uma palavra que não possa ser censurada para descrever esse absurdo. Já parou para pensar que quando tem dor na cabeça, procura um neurologista para rapidamente resolver seu problema e dependendo da gravidade da situação, nem pensa em valores. Agora quando precisa de um publicitário qualquer valor é caro, o Job com certeza poderia ter um corte de custos e ficar mais barato.

Isso sem falar nas pessoa que se julgam “profissionais” sem experiência ou formação nenhuma, ou até os que tem formação, mas não tem informação alguma, conteúdo algum para exercer a profissão escolhida, tudo isso porque passou mais tempo fora do que dentro da sala de aula. Mas penso que os clientes merecem o profissional que escolhe, até porque quem quer qualquer resultado procura por qualquer profissional e quem quer um serviço qualificado procura por um especialista à altura.

Enfim, coloquem a mão na consciência, toda vez que pedissem para o seu amigo tatuador “fazer uma arte e mostrar o seu trabalho” ou para o seu colega publicitário uma “ideia”, que ninguém vai lá no seu trabalho pedir para você fazer ele gratuitamente. Até hoje não vi ninguém falar para um cirurgião plástico para ele fazer algo para “ajudar na divulgação do trabalho”, ou pedir para o taxista uma carona.

Sem Título-1