Valorizando quem valoriza o produto

Já faz um tempo que estou querendo falar sobre a desvalorização dos “profissionais” de comunicação social. Que é uma coisa que tem me incomodado muito. Acontece que todo o serviço de mídia é desvalorizado, a arte no Brasil é totalmente desvalorizada, isso para qualquer  responsável  da área de comunicação que se possa pensar: os tatuadores da mídia alternativa, os atores e atrizes, redatores, publicitários, pintores, designers, escritores, fotógrafos… Acontece que todos precisamos deles, mas ninguém dá o devido valor, as vezes nem os próprios “profissionais” (sim coloquei a palavra profissionais com aspas pela segunda vez, porque me recuso a acreditar que um profissional que não valoriza o trabalho que tem e todo o conhecimento adquirido, pode ser considerado um profissional).

O engraçado é que quando vai fazer um casamento geralmente se gasta um absurdo com o vestido de noiva, que vai usar uma única vez na sua vida, gasta-se um outro absurdo com o buffet, que você vai comer uma única vez, agora o fotografo que vai tirar as fotos que você vai mostrar até para o seus futuros filhos? Ah! Esse cobra caro! O Designer que vai fazer os convites, esse cobra um absurdo por um pedaço de papel, pedaço esse que marcará sua história de vida. E o mais engraçado disso é que tem gente que se recusa a procurar um especialista, procura um amigo que é bom de Photoshop e faz alguma coisa em Corel pra fazer o convite. E então o amigo cobra, por exemplo, 80% (ou mais)  do que um perito que tem experiência e estudou para executar esse trabalho e tem gente que ainda acha que saiu lucrando! E eu não tenho palavras pra explicar toda a aversão que sinto sobre esse assunto. Não consigo pensar em uma palavra que não possa ser censurada para descrever esse absurdo. Já parou para pensar que quando tem dor na cabeça, procura um neurologista para rapidamente resolver seu problema e dependendo da gravidade da situação, nem pensa em valores. Agora quando precisa de um publicitário qualquer valor é caro, o Job com certeza poderia ter um corte de custos e ficar mais barato.

Isso sem falar nas pessoa que se julgam “profissionais” sem experiência ou formação nenhuma, ou até os que tem formação, mas não tem informação alguma, conteúdo algum para exercer a profissão escolhida, tudo isso porque passou mais tempo fora do que dentro da sala de aula. Mas penso que os clientes merecem o profissional que escolhe, até porque quem quer qualquer resultado procura por qualquer profissional e quem quer um serviço qualificado procura por um especialista à altura.

Enfim, coloquem a mão na consciência, toda vez que pedissem para o seu amigo tatuador “fazer uma arte e mostrar o seu trabalho” ou para o seu colega publicitário uma “ideia”, que ninguém vai lá no seu trabalho pedir para você fazer ele gratuitamente. Até hoje não vi ninguém falar para um cirurgião plástico para ele fazer algo para “ajudar na divulgação do trabalho”, ou pedir para o taxista uma carona.

Sem Título-1

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